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Sede do Centro Paula Souza recebe docentes para formação do programa SER CPS

Iniciativa atua no cuidado com a saúde mental dos estudantes e pode reduzir evasão escolar; o professor-acolhedor é figura central da ação

26 de fevereiro de 2026 2:02 pm Ações, Etec, Fatec, Institucional

Idealizadora do programa SER CPS, Michele Moreira fala a 45 docentes em formação para este semestre | Foto: Matheus Avelar

O Centro Paula Souza (CPS) recebeu, na quarta-feira (25), 45 docentes para a segunda formação do programa SER CPS, implantado no segundo semestre de 2025. Trata-se de um sistema de acolhimento voltado ao bem-estar emocional de estudantes a partir da escuta ativa e de rodas de conversa.

O programa tem no professor-acolhedor figura central do processo. Ele é capacitado para dominar as técnicas essenciais da escuta ativa, como Comunicação Não Violenta (CNV), e não substitui o atendimento psicológico e especializado, mas oferece um ambiente seguro para diálogo. “Dentro da formação é crucial o entendimento do SER CPS como acolhimento e não terapia”, explica Michele da Rocha Moreira, professora idealizadora do programa. Cabe a esse docente, no entanto, encaminhar o estudante para o atendimento profissional quando necessário.

Capitaneado por Michele e Márcia Serrano, o programa começou com um projeto-piloto implantado no segundo semestre de 2025 nas unidades da regional de Sorocaba e deve se expandir a cada semestre. “A nossa intenção é alcançar todo o CPS”, avisa Michele.

Em dezembro de 2025, vinte novas unidades de Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs) – totalizando 37 unidades – foram aprovadas para a capacitação como professores-acolhedores, treinados para ouvir estudantes que apresentam quadros como ansiedade, dificuldade de concentração ou desmotivação, situtações capazes de interferir no aprendizado do aluno ou levá-lo à evasão.

Investimento humano

Para o presidente do Centro Paula Souza, Clóvis Dias, trata-se de um investimento humano.  “Nós incentivamos uma ideia que começou pequena, mas está crescendo. Hoje é um programa que deve se estender a todo o CPS, com seu caráter de escuta, aproximação e acolhimento”, declarou. “Em nosso tempo, o bem-estar é um valor em risco, por isso é urgente passar do discurso à prática; foi o que aconteceu com o SER CPS, que coloca no horizonte algo que quase se perdeu: a habilidade da escuta”, avaliou o vice Maycon Geres.

Docentes que participaram do projeto-piloto estiveram presentes à formação no Paula Souza. “Foi muito importante porque eles puderam compartilhar experiências com os futuros professores-acolhedores”, pontua Michele.

Atuando há 25 anos na área da Educação, Márcia Serrano vem presenciando situações de risco para o aluno. “Vemos diariamente jovens com muito potencial que não encontram sentido na vida ou no estudo”, lamenta. Ela se sente realizada ao participar de um programa que a coloca a serviço da melhoria da qualidade de vida emocional dos alunos. “Não adianta fornecer um bom conteúdo se o estudante não está em condições de recebê-lo”, garante. Michele completa: “É uma honra trabalhar no Centro Paula Souza, uma instituição com visão de educação integral, que oferece ao mundo pessoas íntegras e inteiras”.

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